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180 mil micro e pequenas indústrias ainda temem pelo futuro por causa da crise econômica

Apesar da expectativa de crescimento da economia em 2018, os micro e pequenos industriais do Estado de São Paulo (MPI’s) permanecem com dificuldades nos negócios. Ao todo, 180 mil MPI’s temem pelo futuro devido à crise. O dado é da 60ª rodada do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, encomendado pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi) ao Datafolha.

O estudo de fevereiro revela que o número de demissões caiu de 19% para 13% em relação a janeiro, porém as demissões continuam superiores às contratações, que ficaram em 11%. Os números comprovam que este é o quinto ano consecutivo de perda líquida de emprego para as MPI’s.

“A realidade é que as micro e pequenas indústrias ainda estão em uma situação delicada, com queda da satisfação quanto ao lucro, do faturamento e do ambiente de negócios”, pontua o presidente do Simpi, Joseph Couri.

O acesso ao crédito também representa um empecilho para as MPI’s, que têm tido dificuldade de obtê-lo junto aos bancos. Em fevereiro, 14% dos empresários haviam realizado consulta para empréstimos ou financiamentos. Destes, apenas metade obteve crédito. Entre as principais dificuldades na obtenção de empréstimos estão: as altas taxas de juros, linhas adequadas para o tamanho do negócio e garantias exigidas.

“Sem acesso a linhas de crédito, as micro e pequenas indústrias não têm capital para investir na própria empresa e manter o funcionamento saudável dos negócios”, finaliza Couri.

A Pesquisa

O Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, encomendado pelo Simpi e efetuada pelo Datafolha, é reconhecido como sinalizador de tendência. É importante salientar que 42% das MPIs de todo Brasil estão em de São Paulo.

A íntegra das 60 pesquisas Simpi/Datafolha, desde março de 2013, está disponível no site da entidade (http://www.simpi.org.br).

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