segunda-feira , dezembro 10 2018
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Campanha promove debate sobre o assédio sexual dentro das empresas

18_31_45_489_fileO Instituto Latino-americano de Defesa e Desenvolvimento Empresarial (ILADEM), em conjunto com o escritório Bertolucci & Ramos Gonçalves Advogados, realizou um evento para debater o tema do assédio sexual no ambiente de trabalho. O evento reuniu gestores de áreas como recursos humanos e jurídico, onde foi discutido métodos de se combater e prevenir o assédio sexual entre colaboradores.

No evento, foi lançada a campanha #EUDIGONÃO a qual pretende levar o debate para dentro das empresas por meio de palestras e treinamentos.

O tópico, ainda que bastante evidente no dia a dia corporativo, permanece como um tabu dentro das companhias. “As empresas precisam iniciar um debate interno de como lidar com o assédio sexual, disseminando uma cultura empresarial mais saudável para seus funcionários, por meio da educação e conscientização contínua”, explica Adriana Giori de Barros, advogada e especialista em direito trabalhista da Bertolucci & Ramos Gonçalves Advogados.

A especialista vê como um fator importante a propagação de treinamentos comportamentais que levem à conscientização dos funcionários. “É importante fomentar a conscientização por meio de seminários e workshops, salientando sempre a postura ideal esperada do empregado. Além disso é essencial criar canais de denúncia e amparo as vítimas de assédio, sempre com muita discrição, evitando assim a exposição da pessoa assediada”, comenta.

Sindicância e Governança

O presidente do ILADEM, Marcus Vinicius Ramos Gonçalves, explica que é importante a devida apuração do assédio sexual, uma vez que por ser uma falta grave pode levar a demissão por justa causa. “A empresa deve implantar uma sindicância que apure os fatos e, confirmado o assédio, puna o assediador de modo exemplar. A documentação do processo de sindicância e sua devida apuração é vital para que não seja possível a reversão da justa causa pelo infrator”, comenta.

Em contrapartida, Gonçalves também fala da importância do estabelecimento de regras de integridade pela empresa e do desenvolvimento de uma cultura de governança que promova a conscientização e a educação. “A sindicância e os canais de denúncia fazem parte da punição, do destino final dos casos que não puderam ser evitados. Mas é imprescindível que empresas adotem modelos de governança que estabeleçam regras de integridade claras e objetivas e que sejam aplicadas por meio da constante educação dos trabalhadores”, explica Gonçalves.

 

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