sábado , julho 21 2018
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Compliance: o filho da ética contra a corrupção

* Por Rogério Borili, vice-presidente da Becomex

A operação “Lava Jato” marca o início de uma nova era nas corporações brasileiras. Inegavelmente, seu efeito sobre as empresas teve como consequência um aumento nos controles contábeis e fiscais, nos fluxos internos, porém, ainda distantes do ideal, já que não temos regras padronizadas, essenciais para atingir a transparência e acabar com a corrupção no País.

Definitivamente a cena de corrupção deixou de estar associada apenas ao setor público. Por conta disso, a criação das áreas de compliance nas empresas passou a ser essencial para aumentar o controle sobre os fluxos internos de aprovação, com a finalidade de tornar as informações das empresas brasileiras mais transparentes e seguras. Mesmo assim, ainda é um processo intuitivo e de iniciativas isoladas. Falta um norte a seguir.

Precisamos evoluir para um modelo que seja padrão para Brasil, com regras claras de gerenciamento mais controlado. Um modelo confiável, como diversos outros já adotados em vários países. Já está pronto. Basta apenas que o governo brasileiro o adote como oficial.

As empresas, preocupadas com a transparência no volume de informações contábeis, precisam cada vez mais de ferramentas confiáveis para acompanhar seus processos e agir dentro da lei, que gerem um calendário fiscal seguro e que possam traçar um verdadeiro mapa de obrigações, organizando e atendendo às exigências.

Com esse mapa de informações do fluxo, a empresa tem toda a segurança para manter toda e qualquer relação, inclusive as políticas. Relações com políticos ou política de forma “obscura” ficam a um passo de um escândalo de corrupção que impacta diretamente nos seus resultados da empresa envolvida. Mas, se houver um modelo padrão, essa e outras questões estariam institucionalizadas.

Quando existem regras padronizadas e controladas com a ajuda do conhecimento e tecnologia toda a blindagem e compliance é mais garantido e seguro.

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