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Dia dos namorados: Comércio acredita em crescimento nas vendas mesmo com carga tributária acima de 50% em alguns presentes

A chegada da terceira data mais relevante para o comércio, o Dia dos Namorados, em 12 de junho, vem acompanhada de duas notícias: uma boa para os comerciantes e outra ruim, para os namorados (as).

A expectativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), é para que haja uma ligeira alta nas vendas do varejo em relação ao ano passado. Destacam-se entre os fatores que podem contribuir para o alcance desse resultado: a queda dos juros, o aumento da massa salarial e a diminuição das temperaturas.

Para Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), o recente anúncio de corte na taxa básica de juros pode influenciar o comportamento dos consumidores, levando-os às compras parceladas de produtos de maior valor. “Já o aumento dos salários, propiciado pelo alívio inflacionário, deixa o orçamento dos trabalhadores com um pouco mais de espaço. Com isso, eles podem se animar para compras à vista de produtos de menor valor”, explica Burti, acrescentando que outro indicador positivo é a chegada das baixas temperaturas, que provavelmente beneficiarão as vendas da moda outono – inverno”.

Contudo, o presidente da entidade pondera que as projeções estão dentro de um quadro de incertezas, em razão do agravamento da crise política, situação que pode minar ainda mais a confiança do consumidor.

O amor na forma de impostos

 A notícia ruim, que diz respeito aos consumidores que presentearão seus cônjuges, segundo  estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação- IBPT,  é a de que alguns presentes comuns nesta data chegam a ter mais de 50% de tributos, como por exemplo, nos casos do champanhe (59,49%), do vinho (54,73%), da maquiagem (51,41%) e das joias (50,44%) [Veja a lista completa abaixo].

Conforme a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que encomendou o levantamento  ao IBPT. “Se não tivesse toda essa carga, o consumidor teria um alívio, ainda mais em período de crise, em que os produtos sofrem efeitos da inflação e do câmbio”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Para os “amantes à moda antiga”, as flores consomem 17,71% de impostos. Do preço final de um perfume importado, 79% são de tributos. Outras cargas tributárias que chamam a atenção são do telefone celular (38,9%) e dos óculos de sol (44,18%).


CONFIRA A SEGUIR A CARGA TRIBUTÁRIA DOS PRESENTES 

Produto Carga tributária
Bota 36,17%
Calça jeans 38,53%
Camisa 34,67%
Champanhe 59,49%
Flores 17,71%
Fondue de chocolate 38,51%
Fondue de queijo 36,54%
Hospedagem em hotel 29,56%
Jantar em restaurante 32,31%
Joias 50,44%
Livros 15,52%
Malha 34,13%
Maquiagem nacional 51,41%
Óculos de sol 44,18%
Pacote de viagem 29,56%
Perfume importado 78,99%
Porta-retrato 43,47%
Tablet 39,12%
Telefone celular 38,90%
Vinho 54,73%

 

Fontes: Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT  

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