quinta-feira , setembro 20 2018
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Em busca de crédito, PME’s aumentam procura por Fundos Garantidores

Os pequenos e médios empreendedores que buscam acesso a crédito de longo prazo no Brasil costumam encontrar uma barreira logo na largada: a falta de garantias reais para apresentar às instituições financeiras. Tais garantias costumam ser bens móveis ou imóveis e são exigidas pelos bancos como proteção no caso de inadimplência do empréstimo. Uma alternativa aos empresários, entretanto, vem ganhando adeptos nos últimos anos e propiciando que mais iniciativas consigam financiamentos a juros baixos. Trata-se dos Fundos Garantidores, que atuam como uma espécie de fiador do empréstimo.

No estado de São Paulo, local com maior número de empresas do país, já foram garantidos cerca de R$ 210 milhões em operações de crédito para pequenas e médias empresas por meio da Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista. Segundo levantamento recente da instituição, somente em 2017, o valor foi de 83 milhões, um aumento de 97% em comparação com 2016. Atualmente, a Agência opera com cinco destes fundos, sendo o FDA (Fundo de Aval do Governo do Estado), o principal deles.

De acordo com o presidente da Desenvolve SP, Alvaro Sedlacek, os Fundos Garantidores se tornaram ferramentas indispensáveis principalmente para as startups, cuja maior parte dos ativos são intelectuais. “A lógica é simples. Se uma empresa não tem acesso ao crédito por falta de garantias, com os Fundos Garantidores ela passa a ter”, explica.

A grande vantagem deste mecanismo é o custo mínimo para as empresas. Para saber o quanto poderá pagar ao contratar um Fundo Garantidor na Desenvolve SP, o empresário pode aplicar a seguinte fórmula para qualquer solicitação de crédito: {Valor do Financiamento + 0,1% do valor do financiamento x Número de Parcelas}.

Por exemplo: se o empresário financia um projeto de R$ 1 milhão, o Fundo Garantidor cobrará uma taxa de 0,1% do valor do financiamento, ou seja, R$ 1 mil vezes o número de parcelas da operação. Caso essa mesma operação seja efetuada em 10 anos (120 meses), o custo total do Fundo para o empresário será R$ 120 mil, que pode ser diluído no parcelamento.

“O advento do fundo garantidor foi essencial para conseguirmos ampliar o número de financiamentos e, consequentemente, o fomento da economia paulista. Mais crédito para as empresas significa mais empregos e mais geração de riqueza”, completa Sedlacek.

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