quinta-feira , dezembro 13 2018
Início / PERFIL / Expectativa é que mercado imobiliário cresça, mesmo com eleições

Expectativa é que mercado imobiliário cresça, mesmo com eleições

Acompanhando a alta em 2017, o mercado imobiliário, um dos principais setores da economia e que gera muitos empregos no País, continua crescendo neste primeiro trimestre de 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias – Abrainc. Os números de unidades residenciais lançadas e vendidas entre os meses de janeiro de 2017 e janeiro de 2018 registraram alta de 22,2% e 12%, respectivamente. Ao todo, foram vendidos no ano 105.297 exemplares.

Na mesma linha está a Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação de São Paulo – Secovi-SP, que apurou, na capital, a comercialização de 1.802 unidades residenciais novas no mês de abril – resultado 31% inferior ao do mês de março (2.613 unidades vendidas), mas 48,7% superior a abril de 2017, quando foram comercializadas 1.212 unidades.

A expectativa, segundo Guilherme Machado, especialista em mercado imobiliário e em vendas, é que o setor não fique tímido nos próximos meses, mesmo em período eleitoral. Em entrevista ao Portal Dedução, ele se diz otimista, uma vez que a economia segue rumo ao acrescimento, com a retomada de empregos e uma certa estabilidade financeira.

Podemos afirmar que o mercado imobiliário é um dos segmentos mais prósperos da economia nacional hoje?

Podemos afirmar que o setor de imóveis tem uma importância significativa para a economia e é um dos grandes pilares para o crescimento econômico do País. Só para se ter uma ideia da força deste mercado, dados fornecidos por todos os cartórios do Brasil mostraram que foram comercializados cerca de R$ 472,6 bilhões em imóveis no período de 12 meses, encerrados em maio deste ano.

O que podemos esperar do mercado imobiliário para o próximo trimestre, já que estamos em período eleitoral?

O período eleitoral gera impacto em qualquer mercado mundial e no Brasil não seria diferente. Hoje já é possível perceber com mais clareza quais são os possíveis candidatos que irão concorrer ao pleito presidencial e o que resta saber é como serão construídas as chapas e os acordos entre os partidos.

E o que dizer de 2018?

No entanto, os principais candidatos, mesmo que não oficialmente, já deixaram mais claro os seus principais programas de governo e isso dá oportunidade para que o mercado comece a projetar, de modo mais consistente, os possíveis cenários futuros de acordo com o novo presidente, e assim, comece desde já a se preparar para o próximo ano. Isso porque as eleições mudam não só o comando do País, como também podem contribuir para a mudança na postura adotada pelas empresas, no intuito de se adequarem a nova realidade.

Mas o cenário é de incertezas políticas e econômicas…

Mesmo diante do cenário de incerteza e turbulência política (denúncias de esquemas de corrupção, desdobramentos de operações como a Lava-Jato, acordos para o pleito eleitoral), que temos vivido ultimamente, o que percebemos foi uma economia mais consolidada. A confiança do consumidor voltou, a taxa básica de juros, a Selic, está em um de seus patamares mais baixos, as instituições bancárias reduziram suas taxas de juros para o financiamento imobiliário, as construtoras e empresas do setor demonstram um amadurecimento e agem cada vez mais pautadas por um planejamento, pois tiveram que aprender na marra depois destes últimos dois anos de forte recessão.

Ou seja, a economia está melhorando?

Sim, podemos considerar que a economia se apresentou mais “descolada”, isto é, um pouco mais independente do pleito eleitoral. Com isso, a expectativa para os próximos meses é de um maior equilíbrio econômico e de continuação do movimento de retomada da economia e consequentemente do mercado imobiliário.

Qual é o maior desafio deste setor?

Considero que uns dos principais do desafio do setor é o destravamento das reformas e leis que precisam ser discutidas e aprovadas pelo congresso e que geram impacto no mercado de imóveis, como a reforma da previdência, a lei do distrato, entre outras.

Entrevista e Texto: Danielle Ruas

Próximo Post

Como garantir que sua empresa não pare de funcionar quando a internet cai?

Ficar sem internet pode significar perder muito dinheiro para uma empresa, independente do seu tamanho …