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Mais de um século de transformações nos cursos de Contabilidade

Em 2017 a Fecap – Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, que foi a primeira instituição de ensino no Brasil a ministrar cursos voltados à formação de profissionais de contabilidade, registra o marco histórico de 115 anos de existência.

Neste mais de um século o País cresceu e a escola  ampliou o surgimento de novos cursos que passaram a formar em nível superior os novos profissionais de Ciências Contábeis. Estes por sua vez, ao longo de suas carreiras, precisaram se capacitar mesmo depois de receber o diploma devido às exigências e os questionamentos do mercado.

Hoje um contabilista formado segue por rotas e caminhos diferenciados. Alguns se tornam Auditores Independentes, outros pelas exigências e funções seguem a trilha dos que se transformam em um Perito Contador. Diante de tantas atividades, alguns chegam a perguntar sobre como seria a formação de um contador nos dias atuais, em um cenário político e econômico tão complexo e burocrático.

O professor Taiguara Langrafe, vice-reitor da Fecap, esclarece em caráter exclusivo ao Portal Dedução que  “a contextualização pode mudar, mas os princípios básicos para a formação de um profissional ainda são os mesmos e o primeiro deles continua sendo o da formação ética”.

Langrafe defende como primazia em um curso de formação, a transmissão para o aluno de que ele pode e é capaz de tirar de dentro de si a força para enfrentar e superar as dificuldades do dia a dia da profissão.  Seguem as principais explicações do professor.

A formação acadêmica e a realidade do mercado

Um aspecto realçado pelo vice-reitor da Fecap na formação profissional de um contabilista é o da realidade a ser encarada pelo recém-formado a partir do momento em que entra no mercado de trabalho. “Sabemos dos questionamentos e até por isso vale ressaltar que de um outro lado, a profissão contábil está cada vez mais sendo valorizada no Brasil. Estamos vivendo tempos turbulentos, com escândalos envolvendo o patrimônio público e o de empresas. Nesse contexto, buscamos passar aos nossos alunos que daqui em diante será necessário ao profissional contábil exercer a função de um whistleblower, que é aquele que em nome da transparência, aponta eventuais irregularidades e o mal-uso de recursos caso venha a constatá-las. Não há o que temer, a história registra que de muitas situações irregulares verificadas nas organizações a figura do contador, em muitos casos, foi o fator determinante para a identificação dos problemas e a correção dos rumos”.

Agilidade e educação continuada

Outra recomendação de Langrafe aos graduandos é a agilidade nas decisões. “Para acompanhar a realidade de um mercado cada vez mais exigente o conhecimento e o uso da tecnologia nos processos digitais são fatores primordiais para uma correta tomada de decisão com informações precisas sobre a evolução patrimonial das organizações. Deste modo passamos a eles que a atualização tecnológica é uma constante entre os contabilistas. Sabemos que o conhecimento se recicla com grande velocidade, requerendo de todos os profissionais, inclusive dos já formados a atualização constante. A esses, faço menção ao sucesso da política de educação continuada do CRC – Conselho Regional de Contabilidade, que incentiva os profissionais já formados a se manterem atualizados, em busca de uma atualização permanente”.

Mercado de Trabalho

Avaliando as possibilidades no mercado de trabalho para os recém-formados, Taiguara Langrafe faz uso de um levantamento da própria Fecap através do COT- Centro de Oportunidades e Talentos, área especializada na empregabilidade de alunos e nas relações com os empregadores. “Os dados apontam que a empregabilidade é de quase a totalidade para os que estão procurando empregos ou estágios – há os que optam por se dedicar exclusivamente aos estudos. A profissão tem se sofisticado, exigindo do profissional mais investimento em formação que acaba recompensado pela demanda cada vez mais crescente, avalia.

Conclusões Finais 

O vice-reitor da Fecap, Taiguara Langrafe, entende que o Brasil como país ainda carente de profissionais bem qualificados em todas as áreas, tem na Fecap uma contribuição exponencial. “O fato de uma entidade capacitar para a sociedade profissionais contábeis em nível internacional há mais de um século, é motivo mais que suficiente para se comemorar”, conclui.

Texto e entrevista: Geraldo Nunes

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