quinta-feira , dezembro 13 2018
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Menos de 1% dos brasileiros com deficiência está no mercado de trabalho

Dados do IBGE apontam que mais de 24% dos brasileiros (45 milhões de pessoas) possuem algum tipo de deficiência. Os dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) solicitada pelo Ministério do Trabalho e Emprego) de 2016, apontam que apenas 418.521 estão empregados, o que corresponde a menos de 1% do total de pessoas com deficiência no país (45 milhões).

Uma pesquisa inédita da Talento Incluir, realizada em parceria com a VAGAS.com, revela que a maioria das empresas no Brasil não possui programas de diversidade e não está totalmente preparada para lidar com o assunto. A pesquisa indica ainda que pessoas com deficiência também sofrem com a discriminação no mercado de trabalho. Mais da metade (59%) dos respondentes se sentiram prejudicados em processos seletivos ante 50% da base total de candidatos.

Carolina Ignarra, acredita que cada vez mais as empresas estão encontrando na inclusão e na diversidade as oportunidades para atrair e reter talentos nas suas equipes, aumentar seu potencial de inovação e, com isso, obter ganhos na sua participação e percepção positiva de reputação no mercado.

A partir de seis importantes pontos de atenção, Carolina Ignarra, orienta como as empresas podem se tronar mais inclusivas:

1- Realizar um estudo de acessibilidade para que a empresa possa receber adequadamente todos os cola­boradores, visitantes, comunidade, fornecedores, clientes;

2- Revisar seus processos de compras e admissão de empregados;

3- Revisar suas comunicações;

4- Preparar líderes e gestores para apoiar essa transformação e acolher diferentes cul­turas;

5- Fazer do projeto uma ação contínua da empresa;

6- Tornar o tema uma das metas do planejamento geral da empresa, com indicadores de evolução.

A Lei de Cotas (Lei nº 8213/1991), de 24 de julho de 1991, obriga as empresas que têm entre 100 e 200 empregados a destinar 2% das vagas a beneficiários reabilitados e pessoas com deficiência. Esse percentual pode variar de acordo com o número total de contratados, chegando a um máximo de 5% caso haja mais de 1.001 funcionários.

“A legítima inclusão deve estar além da obrigatoriedade da lei. Ao ser inclusiva, a empresa provoca mudanças positivas na cultura da empresa e abre as portas para a inovação”, declara a sócia fundadora da Talento Incluir, Carolina Ignarra.

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