segunda-feira , fevereiro 19 2018
Início / PONTO DE VISTA / Os desafios da transformação digital no setor financeiro

Os desafios da transformação digital no setor financeiro

Por Gabriel Lobitsky, Diretor de Vendas da Infor para Sul da América Latina

Computação em nuvem, automação de processos robotizados, inteligência artificial e aprendizagem de máquina. Uma nova classe de disruptores digitais está transformando a área de finanças e deixando os CFOs mais conectados do que nunca. Com isso, aumenta a quantidade de desafios, pois é preciso encontrar novas formas de participar, se conectar a líderes empresariais, gerar resultados de receita e gerenciar riscos. No entanto, mesmo com tantas tecnologias disponíveis, estamos bem longe de ver os robôs governando Wall Street e CFOs tradicionais serem substituídos pela máquina.

Mas o que boa parte dos analistas concorda é que a tecnologia desempenhará um papel fundamental no aumento da velocidade e na eficiência das tarefas relacionadas às finanças, facilitando o acesso a informações para tomada de decisão. E, embora estejam em alerta, reimaginando seus papeis frente às disrupções digitais, os CFOs começam a enxergar a tecnologia como uma aliada, principalmente nesse período de aumento do volume de dados.

Mudança fundamental

De fato, as disrupções digitais têm dado às finanças uma oportunidade única para melhorar a produtividade e a qualidade em todo o negócio. Uma pesquisa da consultoria EY com 769 CFOs e líderes de finanças de 32 países mostrou que 69% dos entrevistados acreditam que o papel do líder de finanças está passando por uma mudança, e as tarefas tradicionais são automatizadas ou gerenciados em centros de serviços compartilhados.

No entanto, para usufruir de todo o potencial da transformação digital, as organizações financeiras devem seguir o caminho da crescente demanda por locais de trabalho digitais, implantações flexíveis em nuvem e colaboração entre áreas e departamentos. Uma estratégia digital em negrito deve permitir que os profissionais de finanças compartilhem informações, tomem decisões conectadas e baseadas em dados.

Os CFOs, hoje, já reconhecem a urgência e a importância de aceitar a transformação digital. A maioria dos profissionais sabe que, a menos que a adoção da tecnologia esteja aliada à estratégia dos negócios, as equipes tradicionais ainda têm dificuldades de enxergar o real valor das mudanças. Mas, não há segredo: a tecnologia ajudará os profissionais de finanças a se aprofundar em uma quantidade, cada vez maior, de dados criados para encontrar tendências latentes, fornecendo aos CFOs e seus parceiros de negócios insights acionáveis ligados às informações e riscos críticos.

A conexão é a chave. As equipes de finanças podem trabalhar em parceria com a de vendas e definir modelos que funcionem. Assim, é possível oferecer ao cliente final uma experiência real. Eles também devem aproveitar a colaboração e ferramentas de integração de sistemas para tornar o processo em tempo real mais preditivo.

Plano para uma organização financeira mais inteligente

O avanço da tecnologia disruptiva acontece quando as empresas estão voltadas para o futuro, com o objetivo de projetar um modelo operacional que equipe pessoas para a nova economia digital. E os analistas concordam: será necessário melhorar parceria e habilidades para alinhar os esforços financeiros com o negócio, já que o objetivo de uma organização é tornar mais ágil e inovadora, para se adaptar ao aumento das demandas dos clientes da era digital. É fundamental, portanto, que as finanças e a área de negócios se comuniquem para otimizar processos e desenvolver estratégias que criem valor para toda a cadeia – o negócio, os clientes e os clientes dos clientes.

A curiosidade intelectual e a capacidade de fazer perguntas comerciais e operacionais adequadas serão os atributos fundamentais de um grande parceiro comercial de finanças. O resultado dessa mudança de paradigma nas operações financeiras é que o investimento digital impulsionará aumentos significativos na satisfação do cliente.

A mudança da transformação digital é tão rápida, que enfrentar a volatilidade e a incerteza será o novo ‘normal’ para os CFOs, e não há dúvida de que a tecnologia – envolvendo as pessoas adequadas para aproveitar seus benefícios – desempenhará um papel fundamental na transformação da função de gestor de finanças nos próximos anos.

Próximo Post

Apontamentos sobre as relações trabalhistas no meio artístico e esportivo

*Por: Dhyego Pontes, Daniel Cristofi e Ana Campos Nem só de glamour vive o universo …