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Prós e contras ao abrir uma sociedade de coworking

A analogia entre casamento e sociedade empresarial é tão comum quanto verdadeira. No começo, tudo pode parecer um ‘mar de rosas’, mas, assim que os problemas começam a surgir, nem todos os relacionamentos resistem aos desgastes diários.

Bruna Lofego criou um método inovador para montar um coworking e ensina o caminho das pedras a outros empresários que desejam abrir um escritório compartilhado. Pioneira do ramo no Brasil, ela já testemunhou vários casos de sucesso e de fracasso em sociedades empresariais.

“Os sócios terão que conviver e, invariavelmente, resolver diversos problemas no cotidiano do coworking. É necessário manter uma comunicação clara e ativa –principalmente no que diz respeito aos números– e o empenho deve ser mútuo para que o coworking funcione”, avalia a especialista.

Como em outros ramos, existem vantagens e desvantagens em estabelecer uma sociedade. “Lembre-se de que um sócio pode agregar em recursos financeiros e expertise no segmento, por exemplo. No entanto, nem toda sociedade é bem-sucedida, é preciso haver muita sintonia e diálogo entre os sócios”, avalia ela.

Confira pontos fundamentais para uma sociedade dar certo:

Comunicação eficiente

Mesmo que os sócios tenham um perfil semelhante, ninguém concorda sobre tudo o tempo todo. “Por ser uma sociedade, qualquer decisão deve ser debatida e esclarecida. Será necessário expor os diferentes pontos de vistas. É preciso saber argumentar, negociar, e expressar sua opinião sem desrespeitar a do outro”, ensina.

A parte financeira é ponto-chave dessa comunicação. “Ter clareza sobre a posição financeira do coworking, inclusive nas contas mais ordinárias, é uma das principais formas de evitar desconfianças. Todos devem participar e acompanhar as cifras, mesmo quem ‘não gosta muito de números’.”

Objetivo em comum

Ter pretensão semelhante, segundo Bruna, facilita para alinhar os objetivos, a visão e a missão de sua empresa. Outro ponto fundamental é conhecer as próprias responsabilidades e as do outro para cada um cumprir suas funções.

“Muitas vezes um dos sócios acaba assumindo a figura de liderança e encabeça o negócio. Ninguém gosta, no entanto, de ter a sensação de que está levando o ‘mundo nas costas’ ou de que está fazendo muito mais do que deveria. Por isso, é preciso haver um equilíbrio”, explica.

Planejamento e precaução

Mesmo que os sócios tenham a certeza absoluta de que o coworking é o negócio de suas vidas, é preciso sempre colocar tudo no papel, da forma mais organizada possível. Um bom começo não garante um negócio de sucesso.

“Pode ser que os planos mudem em um ano, ou que nunca mudem, mas pense sempre no pior cenário e consulte um advogado para esclarecer todas as possíveis dúvidas”, aconselha Bruna.

Além disso, é preciso se precaver sobre os mais variados cenários futuros, que embora pareçam improváveis, sempre podem acontecer. “Assim, em caso de uma eventualidade, como a morte de um dos sócios, por exemplo, disputas judiciais serão evitadas. Se tudo estiver bem esclarecido na sociedade, os herdeiros terão como dividir os espólios sem envolver os outros sócios em disputas familiares, por exemplo”.

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