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Relação Anual de Informações Sociais (Rais) aponta que o Brasil fechou 2016 com 46,1 milhões de empregos formais

O Brasil fechou o ano de 2016 com 8,2 milhões de empresas e 46,1 milhões de empregos formais. Os dados constam da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), base de dados mais completa sobre empregadores e trabalhadores formais no Brasil, divulgada pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (19/10).

A Rais é um dos documentos mais importantes para as estatísticas brasileiras, porque traz informações sobre todos os empreendimentos formais do país, desde aqueles sem nenhum funcionário até empresas com milhares de empregados. A partir dele é obtido o perfil das empresas e dos trabalhadores brasileiros, que serve para a elaboração de políticas públicas de emprego do governo e para o pagamento de benefícios.

Os principais resultados de 2016 foram os seguintes:

Por setores – os setores econômicos de maior peso na estrutura do emprego foram os Serviços (36,3%), o Comércio (20,1%) e a Administração pública (19,2%). Somadas, essas três áreas foram responsáveis pelo emprego de 34,8 milhões de brasileiros, o equivalente a 75,6% de todos os trabalhadores formais empregados.

Região – os estados com o maior estoque de empregos estão localizados na região Sudeste: São Paulo (13,2 milhões de vínculos), Minas Gerais (4,6 milhões) e Rio de Janeiro (4,2 milhões). Juntos, eles responderam por 47,7% de todos os empregos formais do país. Os estados com os menores estoques foram Roraima (94,6 mil) Amapá (125,6 mil) e Acre (128,1 mil), todas no Norte do país.

Gênero – os homens também foram maioria no mercado de trabalho. Eles somaram 25,79 milhões (56%), enquanto as mulheres foram 20,26 milhões (44%).

Idade – em 2016, a faixa etária que vai dos 30 aos 39 anos foi a mais presente no mercado formal. Do total das vagas ocupadas no ano passado, 30,9% eram de trabalhadores com essas idades. Em segundo lugar, estavam os trabalhadores na faixa de 40 a 49 anos (22,2%) e, em terceiro, os de 50 a 64 anos (16,5%). Os menores estoques estavam entre os trabalhadores com menos de 17 anos (0,7%) e com mais de 65 (1,3%).

Escolaridade – mais da metade das vagas ocupadas no mercado formal em 2016 foi de trabalhadores com ensino médio (completo ou incompleto). Eles representaram 54,2% de todos os vínculos, seguidos pelos trabalhadores com ensino superior (completo ou incompleto), que ocuparam 25,3% dos postos. Juntas, essas duas classificações somaram 79,5% do estoque no ano.

Raça/etnia – os empregados que se declararam brancos eram maioria no mercado formal, com 19,5 milhões de postos, o que correspondia a 42,3% do total. Em segundo lugar, ficaram os trabalhadores autoidentificados como pardos (12,3 milhões, correspondente a 26,6%). Eram minoria no mercado formal indígenas (75,4 mil, 0,2%), amarelos (274,4 mil, 0,6%) e pretos (1,9 milhão, 4,2%). Cerca de 12,1 milhões de trabalhadores não estavam identificados por raça/etnia, o que corresponde a 26,2% do total.

Pessoa com deficiência – o estoque de empregos formais das pessoas com deficiência chegou a 418,5 mil em 2016. Se considerados os tipos de deficiência, foram maioria os trabalhadores com deficiência física (48,9% do estoque de PCD), seguidos de auditiva (19,2%), visual (12,8%), reabilitados (9,2%), intelectual (8,2%) e múltipla (1,7%).

Tamanho do estabelecimento – os estabelecimentos com mil ou mais empregados responderam por 25,5% do estoque de empregos formais no Brasil. Em seguida, ficaram as empresas que tinham entre 20 e 49 funcionários (12%) e as de 100 a 249 trabalhadores (10,2%). Empreendimentos com 10 a 19 empregados representavam 9,9% de todo o estoque.

Remuneração – a remuneração média do brasileiro em 2016 ficou em R$ 2.852,62. As maiores remunerações estavam concentradas no Centro-Oeste, seguido do Sudeste e Sul. As mais baixas foram no Nordeste e no Norte. O que puxou para cima os ganhos no Centro-Oeste foi o Distrito Federal, onde a média ficou em R$ 5.220,99, a maior do Brasil. No Sudeste, destacaram-se o Rio de Janeiro (R$ 3.283,89) e São Paulo (R$ 3.160,48).

As maiores remunerações médias foram registradas nos setores Extrativo Mineral (R$ 6,3 mil), Serviços Industriais de Utilidade Pública (R$ 4,9 mil) e Administração Pública (R$ 4,1 mil). As piores foram na Agropecuária (R$ 1,7 mil) , Comércio (R$ 1,9mil) e Construção Civil (R$ 2,3 mil).

Os homens ganharam mais do que as mulheres. A média masculina em 2016 foi de R$ 3.063,33 e a feminina, R$ 2.585,44. Quem tinha ensino superior (completo ou incompleto) também ganhou melhor: em média R$ 5.458,73 contra R$ 1.737,39 de quem tinha até o ensino fundamental incompleto, os menores salários.

Acesse a Rais completa em: http://pdet.mte.gov.br/rais?view=default

Fonte: Ministério do Trabalho

 

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